Políticas das Modalidades

SEMINÁRIO 1: Emancipação social na América Latina: Lutas sociais, lutas políticas e lutas intelectuais

Este seminário de pesquisa tem como objetivo reunir trabalhos analíticos sobre lutas sociais na América Latina, a dinâmica das lutas a partir do local até o plano internacional, seus horizontes e projetos de emancipação e suas estratégias intelectuais ou de organização política. As lutas sociais contemporâneas na América Latina têm se caracterizado por introduzir no cenário político questões clássicas dos movimentos sociais contra o capital, atreladas a temas do cotidiano e da subjetividade cultural. Deste processo resulta a luta pela ampliação de direitos, pela implementação de políticas diferenciadas, ou pela defesa, entre outros, das culturas locais e da diversidade. No plano epistemológico verificam-se desde o início do século passado até hoje vários movimentos intelectuais para desenvolver conhecimentos localmente situados e legitimados, capazes de interpretar tanto a diversidade regional, quanto de denunciar e contestar os cânones consagrados que negam, invisibilizam e deturpam os saberes, culturas e identidades locais. Paralelamente, estes projetos intelectuais são também projetos políticos que organizam novas categorias de sujeitos e de lutas emancipatórias capazes de indicar horizontes pós-capitalistas, pós-patriarcais e/ou pós-coloniais. As questões que orientam este seminário de pesquisas podem ser colocadas do seguinte modo: Quais são os novos sujeitos históricos e as novas lutas contemporâneas? Como se caracterizam e quais são seus projetos de emancipação? Quais são suas estratégias de organização e de articulação local, nacional e internacional? Quais são os desafios epistemológicos que estas novas lutas vêm apresentando para o pensamento social latino-americano?

Este seminário de pesquisa tem como objetivo reunir trabalhos analíticos sobre lutas sociais na América Latina, a dinâmica das lutas a partir do local até o plano internacional, seus horizontes e projetos de emancipação e suas estratégias intelectuais ou de organização política. As lutas sociais contemporâneas na América Latina têm se caracterizado por introduzir no cenário político questões clássicas dos movimentos sociais contra o capital, atreladas a temas do cotidiano e da subjetividade cultural. Deste processo resulta a luta pela ampliação de direitos, pela implementação de políticas diferenciadas, ou pela defesa, entre outros, das culturas locais e da diversidade. No plano epistemológico verificam-se desde o início do século passado até hoje vários movimentos intelectuais para desenvolver conhecimentos localmente situados e legitimados, capazes de interpretar tanto a diversidade regional, quanto de denunciar e contestar os cânones consagrados que negam, invisibilizam e deturpam os saberes, culturas e identidades locais. Paralelamente, estes projetos intelectuais são também projetos políticos que organizam novas categorias de sujeitos e de lutas emancipatórias capazes de indicar horizontes pós-capitalistas, pós-patriarcais e/ou pós-coloniais. As questões que orientam este seminário de pesquisas podem ser colocadas do seguinte modo: Quais são os novos sujeitos históricos e as novas lutas contemporâneas? Como se caracterizam e quais são seus projetos de emancipação? Quais são suas estratégias de organização e de articulação local, nacional e internacional? Quais são os desafios epistemológicos que estas novas lutas vêm apresentando para o pensamento social latino-americano?

Diretores
  • Bruno Moda, USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 2: Pensamento Político e Social na América Latina

Octavio Paz dizia que “A América é menos uma tradição a seguir que um futuro a realizar. Projeto e utopia são inseparáveis do pensamento hispano-americano desde o final do século XVIII”. Nesse sentido, diversos intelectuais, desde de as independências das ex-colônias portuguesas e espanholas na América, têm se debruçado sobre a questão: “O que é a América Latina?”. Aos longos dos séculos XIX, XX e XXI essa reflexão perpassou correntes intelectuais das mais variadas posições do espectro político. Da indagação inicial sobre a identidade latino-americano desdobraram-se diversos outros temas que se tornaram célebres nas reflexões sobre a política, a sociedade, a cultura e a economia no continente. Dentre esses, podemos destacar: as questões identitárias (além de suas implicações sociais, políticas, econômicas e culturais); questão étnico-racial: racismo, escravidão e demais formas de trabalho forçado; a questão da concentração de riqueza e da terra: o problema do latifúndio; o lugar da América Latina no mundo: a condição colonial e suas heranças; a questão do desenvolvimento: o papel da industrialização; além do autoritarismo e das possibilidades democráticas na região. Evidentemente, os debates sobre esses problemas estão imersos na conjuntura política. Nesse sentido, é importante compreender tanto as respostas apresentadas aos dilemas quanto suas implicações política. O presente seminário tem como proposta alavancar a discussão sobre as diversas temáticas que pontuaram a trajetória do pensamento político e social do continente. Por isso, nosso objetivo é analisar a diversidade de projetos intelectuais que permearam a história de nosso continente, em suas proposições, limitações e tensões (tanto com a tradição europeia quanto com a própria tradição da América Latina). Por fim, além de reflexões que versem diretamente sobre as já citadas questões clássicas do pensamento político e social latino-americano, também serão aceitos trabalhos que busquem problematizar a intelectualidade (de todos os pontos do espectro político) e as linhas de pensamento político-social que contribuíram para o desenvolvimento de nossa história.

Diretores
  • Bruno Moda, USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 3: Afro-latino-américa e Caribe: racialização, insurgências políticas e epistêmicas

Este seminário pretende reunir trabalhos que discutam processos de racialização, resistências e insurgências à colonialidade na América Latina e no Caribe, especialmente aquelas pesquisas que sistematizem as insurgências intelectuais Anti, Pós, ou De-coloniais, promovidas por pensadores e pensadoras afrodescendentes. Região, nomeada por Lélia Gonzalez como América Ladina ou Afro-latino-américa, dada a marcante presença de diversas matrizes culturais africanas e pela presença ameríndia, essa região continental é marcada tanto pela racialização como pela resistência coletiva ao racismo. Dessas resistências emergem as insurgências intelectuais Anti, Pós, ou De-coloniais, entendidas aqui como as produções éticas, políticas e artísticas das populações afrodescendentes em seu trajeto histórico existencial de preservação e ressignificações de memórias e, sobretudo, de contraposição à reificação colonial e neocolonial. Este Seminário busca pensar o local e o global das produções intelectuais latino-americanas identificando, por um lado, os aspectos comuns à produção que vão de Antenor Firmin, Aime Cesaire e Fanon à Beatriz do Nascimento, Lélia Gonzalez e Clóvis Moura; de Sylvia Wynter e Carlos Moore a Victoria Santa Cruz, Walter Rodney, Tereza Santos e Epsy Campbell, e por outro lado, as particularidades teóricas, políticas e epistêmicas que os atravessam, de forma que se possa visualizar a diversidade implícita ao campo intelectual.

Diretores
  • Bruno Moda, USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 4: Marxismo em movimento: interpretações e experiências de resistência na atual conjuntura latino-americana

Resumo:  A conhecida crise da economia mundial de 2007 continua a impactar a conjuntura latino-americana nos dias atuais e deu margem a variadas interpretações sobre suas causas e consequências. Tal conjuntura, politicamente, traz desafios para a classe trabalhadora na medida em que enfrenta o avanço conservador nas formas ultraliberais ou nos diversos fascismos. Na perspectiva da teoria crítica marxista, compreender a conjuntura político-econômica atual possibilita desvendar as frações da classe dominante envolvidas na determinada crise, bem como as possibilidades dessa burguesia reestruturar sua acumulação de capital. No que concerne à luta proletária e popular, esta análise concreta é determinante para as decisões táticas e estratégicas das organizações revolucionárias.

Neste sentido, este Seminário se propõe, a partir da  teoria marxista, levantar elementos essenciais dos fenômenos concretos da conjuntura atual latino-americana,  buscando tecer reflexões (de diversas áreas) que colaborem para a especificidade da luta de classes que enfrentamos. Além disso, a segunda proposta deste seminário será revelar experiências de resistência que busquem realizar o enfrentamento necessário à nova reestruturação da economia mundial.

Diretores
  • Bruno Moda, USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 5: Diversidade de Gênero e Diversidade Sexuais na América Latina

Esse seminário de pesquisa tem como intuito debater a interseccionalidade das diferentes categorias de opressão na vida das mulheres trans, cis, lesbianas e heterossexuais. Considerando que a opressão de gênero é ao mesmo tempo particular, em seu modo de manifestação, e universal, em sua extensão, propõe-se que as discussões feministas na teoria política devem articular a luta de mulheres dentro de uma diversidade de gênero e de sexualidade que repercutem nas relações entre os feminismos do norte e do sul, do oriente e do ocidente. O objetivo é de apresentar trabalhos cujos enfoques estejam orientados a analisar as interações das mulheres nos diferentes âmbitos da vida social, cultural e política a partir dos diferentes eixos de opressão aos quais este grupo social está exposto na vida quotidiana. Desta maneira, serão aceitos trabalhos que tratem da construção de identidades nacionais seguindo uma abordagem de gênero, de diversidade sexual e/ou da interseccionalidade, da interação entre movimentos lgbt, cis e demais com as instituições do estado, assim como de movimentos de mulheres em geral com essas mesmas instituições, numa perspectiva histórica e contemporânea.

Diretores
  • Bruno Moda, USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 6: Estado e Atores Institucionais de Integração Regional

O primeiro objetivo principal do Seminário de Pesquisa “Estado e Atores Institucionais de Integração Regional” concerne ao estudo do Estado e dos atores institucionais na Integração regional latino-americana. Os processos de integração são promovidos pelos Estados e seus governos, contudo o seu desenvolvimento e aprofundamento implica na participação e envolvimento de outros setores do Estado, bem como da sociedade. Assim, este seminário de pesquisa visa discutir e entender como os processos de integração regional latino-americanos facilitam e corroboram para a participação das diferentes entidades estatais, da sociedade, bem como dos novos atores.O segundo objetivo principal deste Seminário quer apresentar e discutir o avanço institucional dos processos regionais latino-americanos. Portanto, cabe a apresentação de trabalhos que estudam a estrutura e as instâncias institucionais destes processos; a lógica intergovernamental e os entraves caminho à supranacionalidade; a interação entre as estruturas estatais nacionais e as instâncias regionais; assim como a discussão sobre a fragilidade institucional na integração da América Latina.Por fim, como último objetivo, o Seminário de Pesquisa quer relacionar estas questões com a dinâmica atual da Integração Regional latino-americana, que conjuga blocos econômicos, processos históricos e novas alianças.

Diretores
  • Mayra Lago, História Social-USP/ Centro Universitário Fundação Santo André
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 7: História das Relações Internacionais na América Latina

O desenvolvimento histórico latino-americano envolve, dentre vários elementos, a partilha de destinos entre muitas de suas sociedades: o colonialismo europeu (na forma da dominação ibérica, desdobrando-se os modelos lusófono e espanhol); os processos emancipacionistas (as lutas independentistas no caso das repúblicas hispano-americanas e das reformas institucionais acordadas no caso primordialmente brasileiro); o caudilhismo e o coronelismo; a penetração do capital estrangeiro e o assédio primeiro europeu, depois norte-americano; os deslocamentos populacionais e o denso fluxo migratório europeu que aportou em várias de suas sociedades; os golpes e os regimes militares; a luta armada na resistência contra as ditaduras de segurança nacional; o subdesenvolvimento e a dependência; a redemocratização e a abertura política; os experimentos neoliberais acordados no Consenso de Washington e o desmonte do Estado de bem-estar social no subcontinente. O desenvolvimento das relações internacionais na América Latina, desde uma perspectiva político-econômica, envolve o deslocamento estrutural de um paradigma desenvolvimentista para um campo de profícua montagem de experimentos neoliberais, desde meados dos anos 1980, consolidando-se nos anos 1990 como corpo doutrinário político e econômico, estendendo-se já sobre praticamente todo o subcontinente. A importância crescente que vem tendo a região entre acadêmicos, políticos e tomadores de decisão, se deve ao peso que tem a América Latina nas políticas de poder elaboradas no ambiente nuclear do sistema-mundial e nos termos da corrida concorrencial capitalista, ainda que protagonizada em parte por atores não-estatais, como empresas transnacionais, envolve em primazia a articulação complexa de potências como Estados Unidos, União Europeia e China, diretamente interessados na região. A inserção latino-americana nas relações internacionais contemporâneas envolve níveis distintos de interação, desde as zonas de contato da diplomacia; dos interesses econômicos, das economias nacionais às megacorporações; das trocas culturais; do intercâmbio acadêmico; da cooperação técnico-científica; das políticas de segurança regional e dos interesses que se movem a partir da sua consecução no combate ao narcotráfico, por exemplo. Seus vetores são elementos constitutivos de sua realidade, desde sua condição geopolítica aos recursos humanos e materiais que concentra, dentre os quais recursos energéticos e hídricos, cidades densamente povoadas e complexamente urbanizadas, além de robustos mercados consumidores. Com este escopo, propomos o estudo da evolução das relações internacionais na região desde a conclusão de seu ciclo de independências, no séc. XIX, até o tempo presente, quando se assiste a uma nova mudança no pêndulo político, apontando para o recrudescimento do autoritarismo político e a ascensão de forças políticas ultraconservadoras, identificadas declaradamente com a agenda neoliberal. Nossa busca é por identificar as origens e a evolução das tendências históricas que marcam o desenvolvimento das relações internacionais latino-americanas, reunindo pesquisadores provenientes de distintas áreas do saber, como: História, Geografia, Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Economia, Direito, Relações Internacionais etc., cuja produção trate de temas relacionados às Relações Internacionais na América Latina.

Diretores
  • Bruno Moda, USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 8: Política externa e Relações Internacionais da América Latina

A partir dos anos 2000, a América Latina se viu dividida entre dois modelos distintos de inserção internacional: um de perfil mais endógeno, promovido pelos Estados nacionais, e outro de características exógenas, impulsado pelo mercado. Neste cenário, novos arranjos de integração regional foram criados, tais como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) e a Comunidade de Estados Latinos e Caribenhos (CELAC), ao mesmo tempo em que o Mercosul era relançado. Como resultado deste novo dinamismo, a região passou a aportar os mais importantes debates que atualmente compõem a agenda das relações internacionais, protagonizando debates em foros relacionados aos regimes internacionais de meio ambiente, direitos humanos, segurança e comércio internacional, ao mesmo tempo em que era mundialmente reconhecida por seus importantes avanços no combate à pobreza e à miséria. O presente Seminário pretende discutir e refletir acerca da evolução da ação externa dos países latino-americanos, assim como os desafios enfrentados pela região em um cenário internacional cada vez mais complexo e em constante transformação e as distintas estratégias de política externa que os Estados nacionais da América Latina e seus respectivos atores subnacionais vêm adotando.

Diretores
  • Mayra Lago, História Social-USP/ Centro Universitário Fundação Santo André
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 9: Psicologia, Sociedade e Educação na América Latina

Este Seminário de Pesquisa “Psicologia, Sociedade e Educação na América Latina” tem por objetivo constituir um espaço acadêmico de apresentação e de debate de projetos de investigação em níveis de Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado bem como de pesquisadores que estudem temas ligados às políticas públicas educacionais na e para América Latina e que articulem aspectos presentes nos campos da Psicologia, da Sociologia, da Economia e da Educação, de maneira interdisciplinar.

Diretores
  • Mayra Lago, História Social-USP/ Centro Universitário Fundação Santo André
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 10: Repensando a América Latina através da ótica dos deslocamentos, despossessão e violências

Vivemos em um mundo globalizado caracterizado por intensos deslocamentos sociais, expulsões, brutalidade e precarização da vida humana. Diante desse cenário marcado por um capitalismo corporativo destrutivo, tais deslocamentos refletem o surgimento de uma nova lógica produtora de desigualdades e contingentes despossuídos. Simultaneamente à difusão de ideologias e retóricas multiculturalistas ancoradas em “direitos humanos” e no multiculturalismo, predominam categorias sociais e políticas de governança tecnocrata de securitização, militarização, criminalização e desumanização da pobreza. Assim, migrantes transnacionais, refugiados e requerentes de refúgio passaram a ocupar um lugar de destaque nas agendas dos governos nacionais e das agências multilaterais. Ao mesmo tempo, os deslocamentos internos são resultado da eliminação de territórios ou de pessoas consideradas à margem do Estado. Diante dessa perspectiva, visamos repensar a América Latina através da ótica dos deslocamentos, quer seja considerando as migrações transnacionais, migrações internas, refúgio político ou ambiental, tráfico de seres humanos, remoção ou eliminação de populações e territórios devido a interesses imobiliários e grandes projetos de desenvolvimento, ou ainda, assassinatos, prisões e militarização nas periferias. A ideia é entender como, através de diferentes espacialidades, temporalidades e interseccionalidades de raça, gênero, classe e gerações, essas mobilidades e imobilidades estão relacionadas com a produção de dominação, despossessão e violência na vida cotidiana, no presente ou no passado, como parte dos mesmos processos sociais. Com esse propósito, procuramos reunir apresentações que examinem tanto as estruturas de dominação, quanto os processos de subjetivação, as resistências cotidianas e os movimentos sociais de diferentes protagonistas contra essas várias formas de violência e dominação, sejam contra indígenas, afrodescendentes, imigrantes, refugiados, moradores de rua e das periferias ou ainda, contra outras pessoas deslocadas. Destacam-se no tempo presente, os movimentos migratórios na América Latina, especialmente os dos haitianos, venezuelanos, nicaraguenses, bem como os demais deslocamentos generalizados da América Central, através do território mexicano para os Estados Unidos da América, também conhecido como o “sonho americano”. Grupos de árabes, palestinos e de europeus em geral, fazem parte dos trabalhos a serem apresentados nesta Mesa.

Diretores
  • Mayra Lago, História Social-USP/ Centro Universitário Fundação Santo André
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 11: Avanços e retrocessos na América Latina: Democracias, Ditaduras e Direitos Humanos

A abertura de arquivos secretos – no Brasil e demais países latino-americanos, bem como dos arquivos do Departamento de Estado norte-americano e da CIA (que explicitou operações conjuntas como, por exemplo, a Operação Condor) – possibilitou a revisão de análises de estudos consagrados nos diversos segmentos das ciências humanas no Brasil e em outros países da América Latina. Daí resultou uma integração entre as pesquisas relacionadas aos Golpes, às Ditaduras, aos Modelos de Redemocratização e aos Direitos Humanos. O seminário em tela tem, pois, o objetivo de promover o debate e a análise crítica sobre os Golpes Civis-militares que dominaram a paisagem de muitos países da América Latina na segunda metade do século XX. Busca também refletir sobre as novas modalidades de intervenção na estrutura política da América Latina principalmente nos países de Honduras (2009), Paraguai (2012) e Brasil (2016). Propõe finalmente um diálogo com as várias perspectivas historiográficas acerca dos golpes do século XX e o “neogolpismo” do século XXI promovendo, assim, uma problematização dos caminhos das ditaduras na América Latina no que que tange as suas causas e consequências.

Diretores
  • Mayra Lago, História Social-USP/ Centro Universitário Fundação Santo André
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 12: Povos Indígenas na América Latina: Formas de existência, Descolonização e Cosmopolítica

Nas últimas décadas, os povos indígenas iniciaram uma recuperação demográfica depois de séculos em declínio e, ao mesmo tempo, mobilizações e lutas de resistência resultaram no aumento da capacidade política na garantia de direitos e na defesa de seus territórios. No entanto, a situação colonial de avanço da sociedade dos brancos sobre esses territórios não foi interrompida. Parte do problema, sem dúvida, se mede no plano do colonialismo epistêmico, persistente mesmo quando existe um reconhecimento formal da existência de sociedades pré-coloniais. A garantia de direitos, assim, muitas vezes não inclui uma aceitação sincera da possibilidade da diferença.Neste grupo de trabalho, estamos interessados em trabalhos que permitam nos aproximar aos mundos indígenas e suas formas alternativas de existência. Incluiremos, então, questões de morfologia social e parentesco, mitologia e xamanismo, guerra e ritual, junto com o desenvolvimento de conceitos e modelos teóricos com que os mesmos foram estudados. Ao mesmo tempo, o grupo está aberto para receber trabalhos que apresentem a situação de ataque à territorialidade e às formas de vida indígena por meio de grandes obras, projetos de desenvolvimento, avanço da fronteira do agronegócio e outras investidas.

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 13: Combate à Corrupção no Contexto Latino-Americano

A judicialização da corrupção política e dos escândalos corporativos envolvendo agentes políticos tem sido a tônica da última década na América Latina. Não obstante, pouco esforço é dedicado à verificação empírica ou à compreensão das normas sociais que orientam a questão. Faltam análises mais adequados sobre as reais dimensões do problema (quem são os agentes, que tipo de práticas sociais são produzidas, qual a qualidade das instituições e de sua política regulatória, como se dão as estratégias de enforcement e as inovações colaborativas com o Sistema de Justiça, ou mesmo quais as principais articulações para a restauração do conflito), e a ausência da crítica acaba comprometendo um ‘latinamericanismo’ de resistência à ascensão de tendências autoritárias. Serão privilegiados papers que apresentem consistente base empírica, recomendações de ação estratégica, formulação de políticas públicas ou iniciativas corporativas inovadoras para o incremento das medidas de controle social da corrupção e escândalos corporativos na América Latina.

Diretores
  • Mayra Lago, História Social-USP/ Centro Universitário Fundação Santo André
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINARIO 14: O campo e a cidade na América Latina

A América Latina passou por profundas transformações, desde o período colonial, no que se refere à definição de processos produtivos, sociais e culturais que definiam espaços e paisagens muito peculiares, sendo que o momento contemporâneo, com avanços de políticas neoliberais, novos padrões de acumulação e reconhecimentos de direitos sociais, contribui densamente para a redefinição dos campos e das cidades, em que a tradição e a modernidade são bases importantes das insurgentes formas e dinâmicas presentes neste mundo extremamente diverso.Assim, torna-se fundamental discutir a história e a situação contemporânea em que se inserem sujeitos, dinâmicas, formas relativas aos campos e às cidades latino-americanos, mediados pelas perspectivas econômicas, sociais, políticas, culturais e ambientais no sentido de pensar a diversidade e a semelhança de suas situações históricas, com foco na integração da região.Leituras teóricas acerca da tradição de interpretação dos campos e das cidades latino-americanas são, também, a oportunidade de aprofundar a reflexão acerca dos processos de urbanização, ruralização, periferização, marginalização e diversificação produtiva.

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 15: Habitat, cidadania e participação em América latina

Neste Seminário de Pesquisa, pretende-se aportar novos conteúdos à análise dos múltiplos problemas que se apresentam em relação ao habitat humano no contexto latino americano, entendido em um sentido amplo, incorporando o acesso à moradia e à cidade, a articulação dos espaços públicos, semipúblicos e privados, e, estabelecendo-se uma relação cognitiva com os lugares de vida que estruturam o sentido de pertencimento e identificação, possibilitando sua apreensão. Esta ideia de hábitat ampliado se configura como um processo que contribui para a existência de uma vida coletiva e possibilita a construção de uma identidade comunitária e cidadã, objetivando incentivar experiências e práticas para a construção de uma cidade mais justa e humana. São incentivados enfoques teóricos e relatos de experiências, bem como prospecções, que explorem as interfaces sociais, econômicas, ambientais, tecnológicas e culturais da construção contemporânea das cidades latino-americanas, com o propósito de se identificarem tendências que permitam diálogos construtivos.Particular interesse é dado à verificação de procedimentos de gestão urbana voltados à consolidação da participação popular como item indissociável na prática do planejamento urbano-paisagístico e territorial, e os decorrentes formatos legais adotados para consolidação social dos mesmos.Como um desafio intrínseco, abre-se espaço para a discussão da arte urbana em suas diversas formas de expressão como um mecanismo provável de construção de uma práxis coletiva de participação popular no planejamento das cidades.Nesta problemática, destaca-se a importância da Arquitetura e do Urbanismo em suas múltiplas subáreas de conhecimento, e das relações entre os diferentes campos disciplinares, multidisciplinares, interdisciplinares e/ou transdisciplinares, buscando a superação de desenvolvimentos teóricos estanques. O Seminário de Pesquisa “Habitat, cidadania e participação na América Latina” almeja contribuir, assim, com a produção de conhecimentos relevantes para atender os problemas afetos a esta temática e ao estabelecimento de uma relação dialógica entre as diversas regiões.

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 16 O patrimônio cultural latino-americano nas mídias: identidades, integração e desenvolvimento

Uma das características mais marcantes na América Latina é a sua diversidade cultural. Por milênios e até a atualidade os povos da região narraram e continuam a narrar por si mesmos suas histórias e seu cotidiano por meio de mitos, lendas, artes, religiosidade, alimentação e tantas outras manifestações culturais. Essas narrativas dos latino-americanos sobre si mesmos constituem valiosíssimo patrimônio cultural que evidencia sua tenaz resistência para preservar identidades e culturas locais em face das múltiplas dimensões da globalização contemporânea. O patrimônio multicultural da América Latina constitui capital simbólico que pode viabilizar estratégias de desenvolvimento socioeconômico e de justiça social, especialmente se aproveitado no âmbito das chamadas Economia Criativa e Economia Colaborativa. Na contemporaneidade, este cenário é atravessado pelas novas lógicas de organização do capital. Se por um lado há concentração do poder para o controle e gestão de mídias, por outro lado o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação possibilita que diferentes atores exerçam seu poder de mediação de significados sociais intertextuais e, assim, produzam suas próprias narrativas, polifônicas e polissêmicas, difundidas em novos arranjos produtivos, redes de articulação e novas formas de produção cultural. Nesse contexto, cada vez mais as mídias latino-americanas têm dado espaço para que a diversidade desse capital simbólico seja conhecida e difundida em toda a região. Mitos, lendas e manifestações culturais dos povos da América Latina têm sido resgatados, atualizados, ressignificados e são matéria prima para produções no âmbito da Economia Criativa e Economia Colaborativa, gerando renda, desenvolvimento socioeconômico e sentimento de orgulho aos latino-americanos. Quais são, então, os prognósticos dessa dinâmica?

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 17: História, literatura e sociedade na América Latina

O Seminário pretende discutir e problematizar a relação entre história, literatura e sociedade, em várias possíveis dimensões. Por um lado, a dimensão estética, política e social das obras literárias e seus autores, sua influência nos processos sociais, bem como seu uso como documento para a pesquisa histórica. Por outro, as repercussões dos processos sociais e de sua pesquisa histórica na criação literária. Interessa em particular a discussão de obras literárias – romances históricos, poemários e demais gêneros – que recriam literariamente um evento ou personagem da história, bem como obras históricas que empregam obras literárias como fonte primária central. Como o trabalho literário – e histórico – é produzido, apropriado, lido e consumido? Em que condições sociais e políticas? Que impacto alcançam, entre especialistas e na sociedade? Os trabalhos poderão versar sobre América colonial e contemporânea, e referir-se a Hispano-américa, o Caribe ou o Brasil.

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 18: Arte e Práticas Culturais na América Latina

Este seminário pretende reunir visões contemporâneas sobre a Arte e as Práticas Culturais da América Latina, dando ênfase a enunciados comuns e diálogos entre as diversas produções artísticas, culturais e pedagógicas que se manifestam no território cultural do continente latino-americano.

Diretores
  • Ayrton Ribeiro de Souza, Universidade de São Paulo (USP)
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 19: Estética, Filosofia, Cinema na América Latina

Pensando nas grandes diásporas de habitantes das Américas dentro do próprio continente – por exemplo, peruanos, paraguaios, bolivianos que migraram para o Brasil e Argentina ou de nordestino dentro do próprio Brasil, entre outros –, é muito pertinente se perguntar como as artes e o cinema representaram estas novas cidades que se constituía a partir destes novos habitantes. Manifestações artísticas, das mais diversas – performers, artes plásticas, poesia, romance etc. – que pensam a cidade são uma constante. A relação entre cinema e cidade, na América Latina é praticamente uma simbiose. Este seminário se propõe pensar, sobre as formas de percepção e representação de nossas cidades na produção artística e cinematográfica. Buscamos entender as interações entre arquitetura, memória, espaço urbano e sociabilidade, materialidade e imaterialidade nas imagens e narrativas artísticas que tomaram as cidades latino-americanas como cenários ou personagens. Pensamos, contudo, que a cidade representada não é um discurso ou imagem pronta, mas um elo entre imagem e narrativa que se completa na experiência do interlocutor, na ativação da memória e nas vivências urbanas mobilizadas de diferentes modos em cada tempo e lugar. Ao encenar as cidades latino-americanas, as artes e o cinema nos instigam a refletir sobre as especificidade de nossas realidades urbanas – num sentido lúdico e estético, por certo, mas ao mesmo tempo crítico – ativando a memória e a experiência para perscrutar aquilo que temos em comum, como moradores e inventores de cidades da América Latina, mas também aquilo que nos é particular tanto na materialidade construída, como nas imaterialidades associadas à experiência cotidiana, mnemônica e estética, junto ao ambiente urbano. Enfim, propomos uma reflexão, num enfoque interdisciplinar, sobre quais as imagens e simbologias que o campo artístico, incluindo nele o cinema, construiu das cidades da América Latina na perspectiva das inúmeras e constante diásporas dos dentro do próprio continente. Convidamos a todos aqueles que gostariam compartilhar conosco estas inquietações.

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 20: Novas Relações de Trabalho e Direitos Sociais

As relações de trabalho tem modificado nos últimos anos devido a inúmeros fatores: introdução de novas tecnologias produtivas e organizacionais quem tem gerado mudanças no quadro profissional e produzido desemprego estrutural; mudanças na legislação trabalhista em diversos países, que introduz novas formas de contrato de trabalho, que, em muitos casos, flexibiliza e precariza o trabalho; crise de representatividade dos sindicatos expressa na baixa mobilização da base, queda do financiamento, redução da taxa de sindicalização e enfraquecimento das negociações coletivas. Tais mudanças tem representado um enfraquecimento dos setores menos favorecidos da sociedade, em especial das chamadas minorias sociais, cuja participação na massa de desempregados tem ampliado. Este quadro apresenta inúmeros desafios para as lutas sociais e a manutenção dos direitos sociais, assim como para os estudos e pesquisas sobre o tema. Tais mudanças são recentes e, paulatinamente, os estudos e pesquisas tem se atentado para tais fatores. Tais desafios não são possíveis de serem superados individualmente. Qualquer ação profunda e de longo prazo que vise instituir políticas e estratégias afirmativas deve ser construída e executada coletivamente, de preferência, por meio do diálogo que inclua os principais atores envolvidos. Desta forma, estudos e pesquisas sobre boas práticas e sobre políticas públicas que objetivem a garantia dos direitos sociais e fundamentais do trabalho também são necessárias. Este seminário de pesquisa possui como objetivo acolher e debater estudos e pesquisas relacionados as mudanças nas relações de trabalho, que tanto apresentem o atual quadro das relações de trabalho como discutam os desafios da geração de emprego com igualdade de oportunidades, da inserção destas novas tecnologias no campo do trabalho, das mudanças na legislação trabalhista dos países da América Latina, do aumento do desemprego e da desigualdade, da crise de representatividade e organização dos trabalhadores. Além disso, este seminário também acolherá trabalhos que busquem descrever e analisar boas práticas de políticas públicas implantadas em países da América Latina que visem a garantia dos direitos sociais e dos direitos fundamentais no trabalho.

Diretores
  • Letícia Mourad, PROLAM/USP
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 21: Neopopulismo, Populismo e trabalhismo na América Latina: permanências e rupturas.

Objetivamos promover um debate sobre os conceitos de neopopulismo, populismo e trabalhismo, a utilização destes pela historiografia latino-americana na análise de processos históricos, a revisão historiográfica sobre o tema, sobretudo a partir dos anos 1980, os estudos de caso específicos, tal como os possíveis desdobramentos dos mesmos. Deste modo pretendemos reunir trabalhos que têm contribuído para a produção de novos olhares e estudos sobre os diversos regimes considerados “neopopulistas”, “populistas”, “de massas”, “nacional-populares” - entre outros termos- através do uso de novas fontes documentais e referenciais teórico-metodológicos.Consideraremos trabalhos que apresentem as especificidades dos governos que por muito tempo foram reduzidos ao rótulo de “populistas”, como o de Getúlio Vargas no Brasil, o de Lázaro Cárdenas no México e o de Juan Domingo Perón na Argentina. Também consideraremos trabalhos que versem sobre governos e lideranças mais recentes, que emergiram na cena política a partir dos anos 1999/2000, considerados “neopopulistas”, como Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Néstor e Cristina Fernández de Kirchner na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, Hugo Chávez na Venezuela, entre outros, a partir de distintos aspectos, como os culturais, os políticos, os sociais, os artísticos, os econômicos, os militares e os de política externa e relações internacionais, analisados de forma individual ou comparativa.Almejamos também refletir sobre as continuidades e rupturas dos governos em relação aos períodos históricos que os antecederam, tal como sua influência em momentos políticos posteriores, com destaque para o desenvolvimento das políticas trabalhistas nos distintos países. Nos estudos a respeito dessas figuras políticas tão controversas, embora haja muita divergência, existe um ponto em comum: a percepção de sua enorme importância na História de seus países, a necessidade de se compreender sua atuação nos governos e o quão marcante é a influência destes regimes nas culturas políticas nacionais.

Diretores
  • Ayrton Ribeiro de Souza, Universidade de São Paulo (USP)
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 22: Economia Política na América Latina

A América Latina atravessa um período de complexas turbulências sociais, políticas e econômicas. O ciclo marcado por políticas desenvolvimentistas, com orientação distributivista, parece dar sinais de esgotamento. O quadro de estagnação do início da década causou inquietação na burguesia, cujos capitais não se detêm facilmente sob as amarras da regulação estatal. Isto explicaria o atual movimento de reconquista do Estado por parte de forças conservadoras, aliadas a interesses de grandes corporações nacionais e estrangeiras, sob o famigerado argumento da ineficiência e inchaço dos gastos públicos. No entanto os cortes e as privatizações, em lugar do prometido crescimento, trouxeram de volta o espectro da ingerência externa, da dívida e do FMI. A retórica do Estado mínimo colocará um fim ao projeto de resgate da soberania do subcontinente? A política de austeridade seria de fato a única alternativa possível diante de um cenário global recessivo e de retorno do protecionismo? A propósito, no que restam de experimentos nacionais heterodoxos (Uruguai, Cuba, Venezuela, Bolívia), que ensinamentos se depreendem a respeito dos processos econômicos locais? Fato é que estes, como os que já sucumbiram, também vivem a ameaça da nova forma de desestabilização arquitetada pela elite, manifestação pós-moderna, pois latente, dissimulada, da luta de classes no século XXI: o lawfare e a campanha difamatória dos conglomerados privados de comunicação contra toda e qualquer política desenvolvimentista. No outro extremo da pirâmide social, organiza-se a resistência: partidos, movimentos, sindicatos reinventam-se diante de uma juventude revolucionária em seus costumes e demandas. A nova sociedade, e a nova economia política, que se erguerá deste embate já está, em certa medida, sendo gestada.

Diretores
  • Ayrton Ribeiro de Souza, Universidade de São Paulo (USP)
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 23: Políticas Públicas e Neoliberalismo na América Latina: novas dinâmicas no século XXI

O tema do neoliberalismo e seus impactos nas políticas públicas nos países da América Latina volta ao centro do debate no final da segunda década dos anos 2000. A força desorganizadora das coalizões privatistas vinculadas ao capital especulativo internacional atingiu vários países de forma vigorosa, com dinâmicas diferentes e com processos politicamente mais complexos. Em alguns casos, como o brasileiro, o desmonte das estruturas institucionalizadas de políticas sociais ocorre sem legitimação democrática pela iniciativa de uma coalizão midiática-jurídica-parlamentar que tomou o poder forjando legalidade e distorcendo os pilares centrais do direito constitucional. Se os métodos mudaram, o conteúdo e a proposição de instrumentos se repetem. Chile, anos 1970: golpe militar contra o governo Allende. Em dois anos, um edifício de políticas sociais socializantes construídas durante décadas foi desmontado por meio de mecanismos de constitucionalização das políticas neoliberais do governo Pinochet. Brasil, 2018: dois anos do golpe parlamentar sofrido pela presidenta Dilma Rousseff. Já é possível verificar, por meio de indicadores, os impactos sociais perversos de instrumentos de austeridade econômica draconianos implementados no "governo Temer", como a EC 95/2016, que estabelece um teto para os gastos sociais para os próximos 20 anos, e a Reforma Trabalhista, que sobrepõe o acordo sobre a lei e fragiliza, por meio de uma série de medidas, a condição coletiva da classe trabalhadora frente ao patronato. Como entender o atual momento de confronto entre dinâmicas democráticas e o neoliberalismo nos diferentes países da região? Se o neoliberalismo enquanto gramática desmobilizadora e violenta não é novidade na região, quais são suas novas roupagens e significados? Pode-se falar, nos termos de Dardot e Laval, de sociedades tomadas por uma racionalidade neoliberal, para além das políticas econômicas ortodoxas? Como a subjetividade neoliberal capilarizou-se e se manifesta nos países, corroendo premissas de solidariedade e forjando a centralidade da individuação nos processos sociais? Um olhar multidisciplinar deve dar pistas desse processo, que não passa somente por dinâmicas econômicas, mas também políticas e sociais envolvendo, por exemplo, a articulação entre religiões baseadas na teologia da prosperidade e os processos de desregulamentação de mercados e estruturas de proteção social.

Diretores
  • Ayrton Ribeiro de Souza, Universidade de São Paulo (USP)
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 24: Democracia e Direitos na América Latina: crises, consolidação e luta por direitos

Este seminário de pesquisa tem como objetivo discutir os atuais processos e eventos que vêm balançando a democracia na região nas últimas duas décadas, após a redemocratização nos anos oitenta e noventa, a partir da relação necessária entre a cultura e experiência jurídicas latino-americanas e sua contraposição com a luta por direitos, vindas dos movimentos sociais, organizados ou espontâneos. Trata-se de fomentar o debate a respeito das saídas democráticas propostas institucionalmente pelos diversos países e seus bons e maus resultados tendo em vista como, na realidade, as normas, instituições e pessoas dão forma à democracia a partir de sua dimensão jurídico-política. Serão consideradas para aceite as pesquisas que enderecem assuntos relacionados aos últimos processos eleitorais, à teoria democrática, aos casos que discutam retração de direitos, movimentos de lutas por direitos e sua repressão pelo aparato estatal, entre outros temas que possam contribuir aos temas fundamentais da relação entre democracia e direitos na Região. Serão consideradas prioritárias as pesquisas que tratem das relações entre direitos e democracia na região, nos últimos 30 anos. Serão consideradas prioritárias, ainda, as propostas que indiquem ou debatam bibliografia recente produzida na região e as que contenham considerações de gênero, étnico-raciais, ou tratem de movimentos relacionados à juventude e educação.

Diretores
  • Ayrton Ribeiro de Souza, Universidade de São Paulo (USP)
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares

SEMINÁRIO 25: Diálogos sobre o patrimônio cultural latino-americano: práticas, agentes, circuitos

A responsabilidade federal sobre a preservação do patrimônio cultural brasileiro remonta à década de 1930. Quase simultaneamente, se constituíram experiências preservacionistas nacionais em outros países latino-americanos, notadamente no México, no Chile, na Argentina e no Uruguai.

Essas gestões pioneiras, cada uma com as suas especificidades, apoiavam-se em construções discursivas relativas ao reconhecimento de identidades nacionais. Os produtos materiais dessas “comunidades imaginadas”  foram os elementos, objetos e monumentos que constituíram o cerne dos patrimônios nacionais desses países.

O conceito de patrimônio cultural, todavia, vem incorporando categorias e escalas que reviram tais postulados, demandando abordagens renovadas para sua compreensão. O esforço do seminário reside em buscar aproximações e especificidades entre diferentes experiências  latino-americanas, seus agentes e práticas e possíveis permeabilidades de fronteiras nacionais (físicas e intelectuais), como consequência do trânsito e circulação de indivíduos e ideias. Incentivamos a apresentação de trabalhos específicos ou comparativos entre experiências do sub-continente.

Diretores
  • Ayrton Ribeiro de Souza, Universidade de São Paulo (USP)
Verificado Submissões Abertas Verificado Avaliada pelos Pares


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .