Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

Tamanho da fonte: 
A formação de redes migratórias no fenômeno da imigração venezuelana para o Brasil
Bruno Massola Moda, Lucilene Cury

##manager.scheduler.building##: Prédio da Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 12
Data: 2019-05-07 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-04-29

Resumo


A América do Sul foi chacoalhada por dois movimentos migratórios de larga escala nos últimos oito anos. Uma complexa e densa dinâmica de deslocamento começou a se desenhar na região motivada majoritariamente pela extrema deterioração do nível econômico na Venezuela cujo pano de fundo foi a queda do preço internacional do petróleo em 2014 levou o governo venezuelano a realizar cortes drásticos em uma economia altamente sustentada pela renda petroleira. Com restrições de acesso a produtos básicos e uma hiperinflação, venezuelanos cruzam o país em direção a diversos países sul-americanos, como o Brasil, por exemplo, que desde 2015 registrou entrada de cerca de 120 mil venezuelanos e concedeu, de acordo com dados do Ministério da Justiça do Brasil, cerca de 50 mil permissões de residência. Esta proposta de paper, portanto, pretende analisar a construção de redes no processo de imigração venezuelana para o Brasil a partir de 2014. Para tanto utilizaremos a perspectiva sociológica das teorias de migração especificamente os aportes que discorrem sobre a formação de redes migratórias tendo como autores de destaque J. Edward Taylor e Douglas S Massey. Outrossim, pretende-se discutir a formação de redes a partir do conceito de aldeia global de Marshall McLuhan, principalmente utilizando as reflexões do autor sobre a atuação da tecnologia da informação na construção das redes e na circularidade das informações. Em contrapartida, utilizaremos os aportes críticos de Milton Santos para compreender a conjuntura da globalização que impacta o fenômeno migratório analisado.  Por fim, abordaremos as transformações ocorridas na formação das redes pelo avanço mídias sociais que permitem rápida interação dos deslocados com seu local de origem, de trânsito e de destino. Utilizaremos fontes primárias, como dados estáticos e etnográficos das agências da ONU e do governo Brasileiro bem como fontes bibliográficas secundárias.


Palavras-chave


Imigração; Venezuela; Brasil; Redes Migratórias; Transmigrante