Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Travessia a Conde-PB: construção de caiçara coletiva na Praia do Amor
Mônica Duarte Aprilanti, Bruno Marambio Márquez, Andrés Garcés Alzamora

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 15
Data: 2019-05-08 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


As Travessias são viagens poéticas através da América, realizadas anualmente por alunos e professores dos cursos de Arquitetura e Design da Escola de Valparaíso, Chile. São experiências sensitivas e criativas que duram aproximadamente quinze dias nas quais se realizam obras em algum lugar do continente, definido através do estudo e âmbito que desenvolve cada disciplina de Projeto denominada Taller. A Travesía de Amereida, primeira viagem realizada pelos fundadores da Escola, abriu o horizonte dos processos de ensino e aprendizagem no campo acadêmico.  Segundo a visão daqueles, a América tem que ser percorrida em toda sua extensão: é necessário atravessar o continente, para reconhecê-lo e habitar sua emergência. Isso permite articular a vocação social à prática de construção de uma obra em um tempo limitado, em consonância com as realidades específicas dos locais visitados. A experiência de aprender observando, habitando e construindo o território através da vivência de viajar e fazer arquitetura, de projetar e construir ao mesmo tempo, de “pensar fazendo”, é uma das premissas da proposta pedagógica da Escola. Neste sentido, a Travessia a Conde, Brasil, realizada entre novembro e dezembro de 2018, teve como objetivo atender a solicitação da Prefeitura Municipal para o projeto e construção de uma caiçara coletiva para a comunidade de pescadores da Praia do Amor. Um grupo de quarenta pessoas, entre alunos e professores sul-americanos e europeus, trabalhou durante 14 dias junto à comunidade local e funcionários da Prefeitura, para construir uma obra que abarcasse os requisitos estabelecidos por ambos interlocutores e que cumprisse com as restrições ambientais. Dando conta de todas estas dimensões, que envolvem a reciprocidade entre o trabalho teórico e prático, desenvolveu-se um processo de origem poético que torna-se social, cultural e arquitetônico em escala real, permitindo atravessar todos os âmbitos do ofício da Arquitetura em um contexto concreto e factível.


Palavras-chave


travessia; Amereida; Território; Construção comunitária; processo pedagógico.