Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Esperança Garcia e os usos do passado/presente: identidade, história pública e o direito à memória
Mairton Celestino Da Silva

Última alteração: 2019-10-01

Resumo


Em 2017, a Ordem dos/as Advogados/as do Brasil, Seção do Estado do Piauí, reconheceu simbolicamente Esperança Garcia, um mestiça escravizada na segunda metade do século XVIII, como a primeira advogada do Piauí. Ainda no século XVIII, Esperança Garcia utilizou a escrita como ferramenta para criticar as posturas dos inspetores das fazendas nacionais, sugerindo que os mesmos agissem de acordo com as regras jurídicas e religiosas dos colonizadores, que concediam aos súditos prerrogativas simples, como as de se conservarem cristãos, constituírem famílias e batizarem seus filhos nos preceitos do catolicismo. A presente proposta de comunicação busca exatamente socializar essa experiência local em que diversos setores - movimento sociais organizados - e instituições - Universidades e OAB - se uniram na construção de um Dossiê histórico situando uma mulher, negra e escravizada como símbolo de luta e resistência na contemporaneidade.



Palavras-chave


ESCRAVIDÃO, HISTORIA PÚBLICA, DIREITO E IDENTIDADES