Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Muralismo, arte e política: experiências de México e Brasil
Tiago da Silva Coelho, João Henrique Zanelatto

##manager.scheduler.building##: Prédio da Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 101
Data: 2019-05-08 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


Dentro os movimentos artísticos que se sobressaíram na primeira metade do século XX, destaca-se a pintura em mural. Os pintores latino-americanos utilizaram-na para fins políticos e sociais, nos mais diversos países, podem ser citados como expoentes deste movimento Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaros Siqueiros, pintores mexicanos com grande influência na América e em outras partes do mundo. No Brasil, Candido Portinari talvez tenha sido um dos pintores que mais se aproximou em técnica e fama com os mexicanos, todos participes de projetos políticos socialistas e questionadores das realidades sociais de seus países. Resguardando as aproximações entre o pintor brasileiro e os pintores mexicanos, em muitos aspectos eles se distanciam, porém ressaltam suas realidades nacionais como forma de problematizar dilemas sociais e promover reflexões políticas. Esta comunicação discute as aproximações entre os movimentos que se utilizaram da pintura mural no México e no Brasil por meio de suas produções visuais, publicações, palestras e cartas, bem como por meio dos críticos e historiadores da arte que discutem a temática. Observou-se que ambos movimentos dão ênfase na mensagem de suas produções como forma de provocar discussões políticas e fomentar processos revolucionários, por vezes dialogando com movimentos como o do realismo socialista da União Soviética.


Palavras-chave


Muralismo; México; Muralistas; Portinari; Brasil.