Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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A construção da memória histórica no romance Azul-corvo, de Adriana Lisboa
Luís Roberto Amabile

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 13/Ilana
Data: 2019-05-09 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-04-25

Resumo


Entre os méritos de Azul-corvo (2010), de Adriana Lisboa, está o de provavelmente ser o primeiro romance a tratar da guerrilha do Araguaia. Como os arquivos oficiais continuam interditados para consultas, restam ainda muitas lacunas sobre esse movimento, do final dos anos 1960 e começo dos anos 1970, que pretendia derrubar a ditadura e instaurar o socialismo no Brasil. Azul-corvo conta a jornada de Evangelina, a Vanja, uma adolescente de 13 anos. Após a morte da mãe, ela volta aos Estados Unidos, onde nasceu. Vai morar com Fernando, que, além de ex-marido de sua mãe, também é ex-guerrilheiro do Araguaia. O livro intercala a narrativa da amizade entre Vanja e Fernando e as lembranças da época em que ele fazia parte da guerrilha. Tomando como base Michel de Certeau, Seymour Menton e Maria Cristina Pons, o que vamos fazer aqui é mostrar a importância de de Azul-corvo na construção de uma memória histórica da guerrilha do Araguaia. Evidenciaremos como, seja pelo fato de levantar a questão, seja por usar dados reais para contar a vida do fictício ex-guerrilheiro Fernando, o romance de Adriana Lisboa joga luz sobre a penumbra que ainda paira sobre esse movimento guerrilheiro.


Palavras-chave


Azul-corvo, Adriana Lisboa, Guerrilha do Araguaia, Memória histórica. Michel de Certeau.