Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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O Foro de São Paulo e a política externa brasileira de 2003 a 2016
Ricardo Abreu de Melo, Pedro Silva Barros

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 8
Data: 2019-05-07 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


O trabalho tem como objetivo relacionar as agendas de integração regional do Foro de São Paulo e da política externa brasileira e avaliar suas influências mútuas no período dos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores (2003-2016).

No início dos anos 1990 foi criado o Foro de São Paulo, um espaço de articulação, debates e formulação dos partidos de esquerda da América Latina. O Foro de São Paulo é uma “grande família” da esquerda latino-americana da qual fazem parte várias correntes de pensamento da esquerda. No Brasil, além do Partido dos Trabalhadores, também participam o Partido Comunista do Brasil, o Partido Socialista Brasileiro, o Partido Democrático Trabalhista, o Partido Pátria Livre, entre outros.

Desde o início do Foro de São Paulo, a preocupação central com a integração regional esteve presente. No Brasil, a integração da América Latina é objetivo constitucional do Estado brasileiro desde 1988. Antes e depois dessa normatização, a integração regional tem sido prioridade permanente da política externa brasileira.

O trabalho analisa a evolução das resoluções e declarações do Foro de São Paulo, a dinâmica dos grandes movimentos da política externa brasileira do período baseada em seus principais formuladores – a saber, Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães –, e as críticas de intelectuais e de lideranças políticas da direita brasileira a essas agendas.


Palavras-chave


Foro de São Paulo, Política externa brasileira, Integração regional, Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim