Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Projeto, apropriação e memória nos conjuntos habitacionais modernos: aproximações entre México e Brasil
Sabrina Fontenele Fontenele

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 11
Data: 2019-05-08 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-03

Resumo


Esta proposta busca compreender conjuntos multifamiliares modernos a partir da análise de seus projetos, do levantamento do perfil de seus usuários e da maneira como se dá a ocupação dos espaços, buscando aproximar as questões de conservação dos espaços físicos com o cotidiano de seus usuários. Debruça-se especificamente sobre os primeiros apartamentos duplex brasileiros, buscando compreender como a organização espacial desses imóveis propunham a ideia de um modo de morar moderno e como se deu sua apropriação ao longo de décadas de uso. No México, um trabalho coordenado por Graciela de Garay sobre o conjunto habitacional Miguel Alemán (1949) buscou entender a apropriação dos moradores e a preservação do complexo ao utilizar a história oral como instrumento fundamental. O complexo arquitetônico desenhado por Mario Pani abriga aproximadamente cinco mil pessoas em suas nove torres de apartamentos. A pesquisa contou com uma equipe de historiadores, sociólogos e antropólogos que defendiam a necessidade de levantar e compreender os testemunhos dos moradores na relação com os espaços físicos, suas propostas teóricas e os desafios da conservação do conjunto arquitetônico. A riqueza deste trabalho estimulou o desenvolvimento da pesquisa sobre os exemplares brasileiros. Os conjuntos aqui abordados - Esther, Eiffel e Japurá - são de outra escala (abrigam uma quantidade menor de apartamentos), sem os equipamentos coletivos de apoio, inseridos numa dinâmica urbana específica (o Centro de São Paulo) e tombados pelos órgãos de preservação. A coleta de relatos sobre o cotidiano nos conjuntos ocorreu entre abril de 2016 e dezembro de 2018 e buscou dimensionar o impacto dos projetos modernos na vida de moradores. Este levantamento possibilitou comparar experiência mexicana e brasileira e estabelecer um diálogo que, a partir de uma investigação das rotinas, interesses e memórias dos moradores dos edifícios, contribua para a preservação dos edifícios e das memórias a ele relacionadas.


Palavras-chave


Arquitetura moderna; Memória; Preservação; História oral; Projeto