Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Acordos Preferenciais na América Latina: uma análise de suas configurações e tendências de 2000 a 2017
Patricia Nasser de Carvalho

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 11
Data: 2019-05-07 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


A mais recente geração de acordos preferenciais de comércio (APC), iniciada por volta dos anos 2000, encontra-se em um período de aceleradas negociações, que incluem uma extensa agenda de temas. Tendo em vista que o Sistema Internacional incorpora todas as regras e normas relativas ao comércio internacional, embora a OMC seja a maior responsável pela regulação, o número de APC cresce em ritmo acelerado e amplia o enforcement legal no comércio internacional. Ademais, neste novo século, os APC passaram a sofrer influência dos processos produtivos mais internacionalizados e vêm se espalhando por todas as regiões do mundo. Os países da América Latina (AL) participam de forma crescente nessa “onda”, onde APCs são cada vez menos institucionalizados se comparados ao período do “novo regionalismo”, iniciado ao final dos anos 1980.

Tendo em vista os obstáculos ao avanço das negociações comerciais na Rodada Doha da OMC, a proliferação de APCs sinaliza o enfraquecimento do multilateralismo, a adaptação do regionalismo às demandas das grandes redes internacionais de produção e a ascensão do bilateralismo como um eixo estratégico proeminente das relações econômicas internacionais.

Neste sentido, por meio de uma pesquisa quantitativa e qualitativa-exploratória, o objetivo deste trabalho é identificar as principais configurações e tendências da proliferação de APC na AL dos anos 2000 até 2017 face à tendência internacional em curso. Busca-se identificá-los, incluindo seus principais parceiros, e questionar de que forma eles vêm se modificando em termos de estratégia de inserção dos países latino-americanos no comércio internacional e de que forma se relacionam com os processos de integração regional do continente. Como resultados preliminares, Chile, Colômbia e Peru são os países que apresentam maior crescimento do número de APCs firmados, eles são essencialmente de livre comércio e bilaterais, que abrangem ampla agenda, embora muitas vezes não apresentem ganhos comerciais efetivos.

 


Palavras-chave


Acordos preferenciais de comércio, AmÉrica Latina, OMC, Regionalismo, Comércio internacional