Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

Tamanho da fonte: 
O pensamento cepalino e a análise marxista latino americana
Onofre Alves Portella

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 130
Data: 2019-05-08 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-04

Resumo


O presente projeto propõe a investigação da relação, aventada por diversos importantes autores, entre o “pensamento cepalino” e uma determinada revitalização da análise marxista latino americana. Temporalmente, esse “salto de qualidade” teria ocorrido a partir do final dos anos 1950 e ao longo dos anos 1960 e 1970. Nas palavras de Fernando Novais: A discussão e crítica das formulações da CEPAL parecem ter levado a uma revitalização do marxismo, passando-se de uma concepção um tanto tosca para uma visão mais aberta e refinada. Nesse sentido, poder-se-ia sugerir que o “pensamento cepalino” situa-se frente ao marxismo latino-americano como, mutatis mutandis, a economia política clássica estava para a gênese do marxismo. (Inteligência Brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1986).

Outros eventos podem ter concorrido decisivamente para essa evolução, como, por exemplo, a perda de hegemonia dos Partidos Comunistas sobre o pensamento de esquerda, e, consequentemente, a superação de determinadas teses associadas ou decorrentes dessa hegemonia. Assim, esses eventos devem ser considerados nessa investigação, bem como as próprias alterações estruturais no modo de produção capitalista na região.

Metodologicamente, será construída uma análise comparativa entre o estruturalismo cepalino e diversas obras representativas dessa fase do pensamento marxista. A atenção à  representatividade dessas obras (importância intelectual e dispersão geográfica) será fundamental.

O objetivo é caracterizar o modelo analítico decorrente do pensamento estruturalismo e, a partir dessa caracterização, buscar a identificação de elementos desse modelo de pensamento, na produção marxista (autores escolhidos) das décadas, basicamente, de 60 e 70. A questão central é: a categorização utilizada pela analise marxista latino americana, dessas décadas, é influenciada, ou mesmo determinada, pelo pensamento estruturalista? Essa influencia, caso exista, é responsável pelo ganho de qualidade que, parece – percepção quase unanime – a análise marxista incorpora?


Palavras-chave


CEPAL; Marxismo; Estruturalismo