Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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A Rádio Mauá, a “emissora dos trabalhadores” a serviço do Estado Novo
Orlando de Barros

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 10
Data: 2019-05-10 09:00  – 01:00
Última alteração: 2019-05-03

Resumo


Nos anos 40, em todos os continenentes, as emissoras de rádio haviam amadurecido como eficientes meios de comunicação e publicidade, servindo de suporte aos mais diversos regimes politicos. Desde 1932, aderindo a tendência internacional, o governo Vargas procurou organizar um sistema radiofônico eficiente e bem controlado. No Rio de Janeiro, capital da República, o governo controlava diretamente nos últimos anos do Estado Novo três emissoras: a Rádio Nacional, a Ministério da Educação e Saúde (com alcance nacional) e a Rádio Roquette Pinto (com alcance regional). Em 1944 passou a controlar  a quarta emissora, a Rádio Mauá, dotada de amplos recursos financeiros e técnicos. A Mauá, anteriormente Rádio Ipanema, foi incorporada e renomeada em meio a incidente rumoroso em 1943, quando os antigos proprietários foram acusados de espionar a favor da Alemanha. A Mauá foi expropriada e serviu até o fim do Estado Novo como difusora da política trabalhista do governo, com programação adequada e aparições diárias do ministro do trabalho. Depois da queda de Vargas foi devolvida aos acionistas e anulada a apropriação estatal.


Palavras-chave


Varguismo; Rádio Mauá; Trabalhadores; Getúlio Vargas