Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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As lutas de resistência na América Latina frente ao avanço do conservadorismo: batalha das ideias.
Joana Aparecida Coutinho

##manager.scheduler.building##: Departamento de Ciência Política/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 118
Data: 2019-05-10 09:00  – 01:00
Última alteração: 2019-05-04

Resumo


O golpe contra a presidenta eleita do Brasil, em 2016, impulsionou um crescimento da direita conservadora e uma fascistização da sociedade: desde o movimento “escola sem partido” com um discurso de “doutrinação marxista” nas escolas e universidades. Com discurso da ordem e da segurança, toma a cena a construção de um ideal de família, inexistente, mas altamente fantasioso. A tese defendida aqui é que em algum momento, esse discurso, direto, objetivo, chega as camadas populares numa nítida construção ideológica de negação do pensamento crítico. As temáticas que abundaram nas ciências sociais, cuja ênfase deu-se em questões de gênero, etnia, sexualidade, e um certo abandono como negação de temas caros ao marxismo, ao tentar compreender essas temáticas de forma totalizante e universal. É necessário travar neste momento a “batalha das ideias” como uma luta emancipatória─ e trata-se de emancipar o pensamento─.  Este crescimento da direita conservadora e inculta dá-se num contexto de globalização excludente que não cumpre com a promessa de inclusão das massas, não é um fenômeno, local, tampouco regional. Os ideais do neoliberalismo, atingiram as massas com um discurso de individualização cada vez mais crescente e atinge a esquerda desacostumada a trabalhos de formação centrada na construção de uma ideia universalizante. A resistência ao fascismo ─ sua forma de apresentação na América Latina─ passa por uma luta emancipatória que traga em seu bojo, uma reforma cultural, ética, e intelecutal.


Palavras-chave


América Latina; conservadorismo; golpes; lutas sociais, batalha das ideias