Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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A luta dos secundaristas pelo direito à educação: os casos de Santiago e São Paulo
Maria Eugenia Augusto Gregório

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 10
Data: 2019-05-09 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


O presente trabalho tem por objetivo analisar comparativamente a participação política dos secundaristas em 2006, no Chile e em 2015, no Brasil pelo direito à educação. Este tema está incluso na pesquisa de doutoramento iniciada em 2017, provisoriamente denominada Juventudes e participação política: os usos da mídia radical na ocupação das escolas pelos secundaristas de Santiago, Chile e São Paulo, Brasil. Quais são as similaridades e diferenças na ocupação das escolas pelas secundaristas em Santiago e em São Paulo?

A hipótese de uma das similaridades diz respeito ao enfrentamento dos secundaristas contra a ação direta do capital, em especial, ao avanço neoliberal e representado pelas opressões classista, de gênero e raça reproduzidas pelo Estado.

A outra hipótese quanto às diferenças diz respeito ao impacto político-institucional constituído pela participação política partidária feminina no Chile, diferentemente do Brasil em função da temporalidade, uma vez que a ocupação das escolas no Chile ocorreu em 2006 e no Brasil, em 2015.

A participação política dos secundaristas têm início com as reformas educacionais propostas pelos secretários de educação em ambos os países que iam de encontro à diferentes formas de privatização da educação que foram ocorrendo ao longo de suas recentes histórias democráticas.

Os conceitos de ação direta do capital de Oliveira, a compreensão de raça e racismo de Quijano são algumas de nossas referências para compreender o atual momento do capitalismo.

Frente a esse cenário, infere-se que as similaridades se deram no processo da luta foi se constituindo no cotidiano, de luta democrática, engendrada no calor das múltiplas violências de Estado.

 


Palavras-chave


Juventudes; Participação política; Neoliberalismo; Educação