Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Para onde caminha o Mercosul: Uma análise sobre as inflexões do regionalismo sob a ótica da política externa brasileira em uma nova conjuntura
Rubenilda Sodré Santos

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 11
Data: 2019-05-09 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


Este trabalho aporta algumas reflexões sob a ótica da Sociologia das relações internacionais sobre o papel do Brasil nos arranjos de integração regional e toma como objeto de referência o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Situa os distintos ciclos de regionalismo vivenciados na América do Sul para comentar o contexto presente e os desafios à capacidade dos países manterem um projeto de integração diante da reorganização política dos Estados neste contexto. Há alguns anos o bloco é questionado quanto à sua sobrevivência, mormente após a crise interna que se seguiu à destituição do então presidente Fernando Lugo no Paraguai (2012), à crise econômica que afeta os gigantes Brasil e Argentina, além da grave situação da Venezuela. Os paradigmas do universalismo e da autonomia da política externa brasileira estão diante de uma nova configuração a partir do governo de direita eleito em 2018 tornando o momento oportuno para (re)situar o debate em relação aos destinos e tendências do Mercosul. Depois da onda pós liberal do regionalismo que se abriu a partir dos anos 2000, com a chamada “guinada à esquerda”, segue-se uma tendência crescente de inflexão à direita em diferentes países (e.g. Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia e Brasil) que pode impactar na integração do bloco e em modificações das plataformas conjuntas de ação. Em que medida a expressividade dos governos mais à direita pode influenciar a integração mercosulina é um dos principais questionamentos deste trabalho. Para tanto, parte-se de uma abordagem teórico-discursiva sobre os paradigmas da política externa brasileira (americanismo, universalismo) associadas às noções de autonomia e desenvolvimento na relação direta com a criação do bloco regional. Além disso, associa uma análise dos ciclos do regionalismo para situar os desafios e limitações do Mercosul hoje, tanto sob o aspecto das trocas econômicas, como também do ponto das relações diplomáticas intra e extra bloco.


Palavras-chave


Mercosul; Regionalismos; Integração regional; Brasil; Universalismo