Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Pensamento neoconservador e a política externa brasileira para a América do Sul: uma abordagem contextualista
Enrique Carlos Natalino, Luis Fernando de Paiva Baracho Cardoso

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 8
Data: 2019-05-07 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


As ideologias e as visões de mundo dos atores políticos que controlam os processos decisórios impactam decisivamente nas escolhas externas dos Estados (Gourevitch, 1986). O presente artigo busca analisar a influência do pensamento neoconservador brasileiro e latino-americano na conformação das linhas de ação da política externa do Brasil a partir das eleições presidenciais de 2018. Ao investigar as interpretações teóricas, os conceitos e as visões de mundo de intelectuais, o campo de estudos do Pensamento Internacional Brasileiro permite compreender as ideias que embasam a inserção externa brasileira (MERQUIOR, 1990; FONSECA JR, 1998; DANESE, 1999; RICÚPERO, 2010; HURREL, 2010; DANTAS, 2011; PIMENTEL, 2013; LYNCH, 2014). A primeira seção do artigo pretende entender em que medida o pensamento conservador brasileiro clássico do século XX, ancorado em intelectuais como Roberto Campos, José Osvaldo de Meira Penna e José Guilherme Merquior, pode fornecer modelos de compreensão sobre a inserção internacional brasileira contemporânea. A segunda seção coloca em perspectiva esse legado conceitual ao pensamento conservador de Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, um dos ideólogos da nova política externa, mostrando a conexão entre as suas ideias e as ações diplomáticas dos primeiros meses do governo Jair Bolsonaro. Por fim, o artigo buscará compreender como a ideologia neoconservadora, em interação com a tradicional linha “americanista” de política externa brasileira e com outras vertentes do pensamento neoconservador em países como Colômbia, Chile, Paraguai e Argentina, molda as opções diplomáticas do governo Jair Bolsonaro. O artigo se ancora na vertente institucionalista histórica e na metodologia contextualista da História das Ideais (Skinner, 1996), justificando-se pela sua inserção central no debate intelectual e político brasileiro, latino-americano e mundial sobre democracia e globalismo.

 


Palavras-chave


Política Externa Brasileira; Neoconservadorismo; Pensamento Internacional; Americanismo; Jair Bolsonaro