Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Lutas estudantis: diálogos e comparações entre os movimentos secundaristas chileno e brasileiro entre 2006 e 2017
Helena Costa França, Vivian Grace Fernández-Dávila Urquidi, Vanessa Corsetti Gonçalves Teixeira

##manager.scheduler.building##: Departamento de Ciência Política/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 118
Data: 2019-05-08 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-04

Resumo


A presente pesquisa pretende analisar e comparar o Movimento Secundarista Chileno que ocorreu em Santiago em 2006 e o Movimento Secundarista Brasileiro, que ocorreu na cidade de São Paulo em 2016. Por pertencerem aos movimentos sociais promovidos por jovens no século XXI, que tornaram grandes mobilizadores populacionais e defensores de direitos humanos em todo o mundo. Na América Latina, os Movimentos Estudantis protagonizaram a luta por direitos, contrapondo os governos locais. Caracterizados pela desobediência civil, contra hegemonia e busca por inclusão nos sistemas educacionais, os Movimentos Secundaristas Latino Americanos ganharam relevância internacional devido às estratégias de diálogo e mobilização utilizadas  na relação constituída com a população e os governos. Deste modo, a hipótese de que partimos nesta pesquisa, considera que há uma relação entre os movimentos paulistas e santiaguinos ocorridos no período de 2006 à 2017. Partindo do princípio que os movimentos secundaristas fazem parte da gama de movimentos sociais contra hegemônicos e que também consiste em lutas emancipatórias, o objetivo deste trabalho é analisar as estratégias organizacionais dos estudantes, verificando a existência de semelhanças, diferenças e diálogos entre as lutas ocorridas no Chile e no Brasil. Para tanto, a metodologia a ser utilizada será a análise comparativa do conteúdo proveniente de documentos acadêmicos como: artigos, livros, seminários e teses produzidas preferencialmente, por pesquisadores brasileiros e Latino Americanos. É importante frisar que essas produções acadêmicas consistem em uma análise externa do que foram os movimentos, não será possível trazer com detalhes nesse primeiro momento, as impressões internas dos movimentos vividas pelos estudantes. Espera-se encontrar com essa pesquisa: (i) semelhanças nas estratégias de comunicação, organização, repercussão social e construção identitária; (ii) diferenças relacionadas aos objetivos, contexto histórico e institucional, sucesso e continuação das estratégias e legitimação social e (iii) diálogos nas redes de apoio e no fortalecimento da categoria.



Palavras-chave


Movimento Secundarista, Brasil, Chile, Estratégias de luta, América Latina