Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Gênero e (De)colonialidade: a escola como dispositivo de normatização
Eduardo Mariano da Silva, Angela Maria Guida

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 23
Data: 2019-05-07 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


Neste artigo, buscamos relacionar os estudos da (de)colonialidade e gênero para entender os padrões hegemônicos impostos que se sustentam em países colonizados. A partir de uma revisão bibliográfica, objetivamos pontuar as proposições da colonialidade que melhor permitem examinar a marca colonial que subalterniza, o que foge da normativa heterossexual, masculino, branco, europeu e cristão nos países do sul global, nomeadamente na América Latina e em específico no Brasil e Argentina. Para tal, utilizaremos como aporte teórico os estudos do coletivo Modernidade/Colonialidade, tal como, as contribuições de Aníbal Quijano e Walter Mignolo com a colonialidade do poder e de María Lugones com colonialidade de gênero. Procuramos examinar como a matriz colonial do poder opera, subalterniza e anestesia o pensamento pela lógica colonial construída. Para isso, problematizaremos por meio de dados da América Latina e de forma local do Brasil em relação a crimes homofóbicos, lesbofóbicos e transfóbicos e as medidas de políticas públicas adotadas. O objetivo consiste em discutir e refletir a necessidade emergente de ações que discutem questões de gênero e sexualidade na formação de professores, pois, a escola reflete e produz concepções normativas presente na sociedade, tais como, o livro didático muitas vezes tido como único material de apoio e que pode perpetuar situações de preconceito e de exclusão.


Palavras-chave


Gênero; (De)colonialidade; Heteronormatividade; Formação de Professores; Educação Matemática.