Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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POR UMA FILOSOFIA INTERSEMIÓTICA ENQUANTO TEORIA DA LINGUAGEM COMO SEMIÓTICA PRIMEIRA DA FILOSOFIA LATINO AMERICANA CARIBENHA
Edivaldo José Bortoleto, Ivan Luís Schwengber

Última alteração: 2019-10-01

Resumo


A América Latina Caribenha é um continente eminentemente complexo e particularmente singular. Complexo porque tanto em sua Natureza quanto em sua Cultura se apresenta de forma exuberante, proliferante e dinâmica. Singular porque é um território de pluralidades de linguagens: visual, auditiva, olfativa, degustativa e táctil. É um Continente Absconditus. Este Continente AbsconditusEl Nuevo Mundo, Las Indias, Paradiso, Amérique Latine – nasceu “moderno” conjuntamente com a modernidade europeia. Toda a tradição ocidental teológico-filosófico-científica enquanto um sistema de linguagens logocêntrico, linguicêntrico e hierárquico foi transportada como um sistema de valores significantes, como por exemplo: idiomático-linguístico, ético-religioso, político-econômico-jurídico. Mas o Continente no contexto pré-colombiano já tinha todas estas linguagens. Astecas, Maias, Incas, e toda a diversidade étnica indígena brasileira já comportavam estes sistemas de linguagens. Esta realidade complexa e singular está a exigir a resposta à pergunta fundamental, portanto, ontológica: a América Latina Caribenha, o que é isto? A América Latina Caribenha emerge no âmbito do pensamento tão somente no século XIX. E quem dá status filosófico ao tema da América Latina é Hegel em sua obra Lições sobre a Filosofia da História Universal. No, entanto, será em fins do século XIX com José Martí e com Juan Bautista Alberdi que o tema da América se configurará no âmbito de uma tradição de pensamento latino-americano-caribenho. Toda uma geração se seguirá com Leopoldo Zea, Augusto Salazar Bondy, Andrés Arturo Roig, Enrique Dussel, Horácio Cerutti Guldberg, Juan Carlos Scannone, etc.. Portanto, buscar articulações possíveis na complexidade e singularidade deste Continente Absconditus, supõe uma compreensão de linguagem que vá para além da linguagem verbal. E linguagem verbal e linguagem não verbal são linguagens proliferantes neste continente eminentemente dinâmico. Faz-se necessário a interlocução com uma Filosofia Intersemiótica formulada por Charles Sanders Peirce, inaugurando assim, um diálogo Norte-Sul no âmbito do pensamento filosófico.


Palavras-chave


América Latina Caribenha. Filosofia Latino Americana Caribenha. Linguagem e Semiótica. Filosofia Intersemiótica. Diálogo Norte/Sul.