Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Estado e violência: o reformatório indígena agrícola Krenak na ditadura civil-militar
Hygor Mesquita Faria, Josiane de Paula Nunes

##manager.scheduler.building##: Prédio da Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 12
Data: 2019-05-07 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-04-29

Resumo


A pesquisa tem como objetivo analisar a construção do Reformatório Indígena Agrícola Krenak, que funcionou de 1962 até o ano de 1972, no posto indígena Guildo Mariéle, localizado na área da Ajudância Minas-Bahia.  Conhecido como uma prisão arbitrária, o Reformatório teve em seu histórico de funcionamento violações profundas aos direitos humanos dos povos indígenas no Brasil. Idealizado pela figura do capitão Manoel dos Santos Pinheiro, possuía como objetivo ser um “centro de recuperação e civilização” dos Índios, mas, ao que foi possível levantar, esteve associado às graves violações dos direitos dos povos indígenas.

O trabalho em andamento, baseia-se na análise dos microfilmes presentes no Arquivo do Museu do Índio, na Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e em documentos oficiais do regime militar. Sobre os documentos tem sido feito um recorte referentes ao ministério do Interior, no qual a FUNAI estava integrada, com ênfase nos documentos referentes ao posto indígena Guildo Maríele e em documentos que dizem respeito a fundação do reformatório.
Além disso, buscou-se as fichas individuais dos índios confinados que eram produzidas pelos funcionários do posto indígena e do reformatório, que contém informações importantes como a etnia, motivo do confinamento, data da entrada no reformatório e laudos mensais com descrições das ações e analises do comportamento dos indígenas.

A análise à estes documentos é feita sob a ótica e contextualização de que o Reformatório é uma face da violência sistêmica contra os povos indígenas, principalmente a partir de 1964 após o golpe civil militar.


Palavras-chave


Estado, Violência, Ditadura, Indígena, Reformatório