Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Uma Editora Paraguaia no México: A readequação da Guarania na Guerra Fria Cultural
Marcela Cristina Quinteros

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 111
Data: 2019-05-08 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-04-25

Resumo


Na década de 1930, o intelectual paraguaio Juan Natalicio González criou a Editora Guarania que acompanhou os vaivéns e instabilidades da vida de seu criador, perambulando por diversos países e adequando-se às condições de um percurso itinerante. Em 1950, a e Guarania reabriu suas portas na cidade do México, ao mesmo tempo em que mantinha suas atividades em Buenos Aires. Para a época, González era um ex presidente no exílio e um escritor maduro que já tinha transitado pelas múltiplas facetas do trabalho intelectual. No México, dedicou-se à escrita e à edição, reabrindo a Guarania para a publicação de diversas coleções que incluíam autores latino-americanos, textos sobre as culturas dos povos pré-colombianos, filosofia, arte, etc. Aqui se propõe analisar o papel da editora após González ser nomeado embaixador do Paraguai no México, em 1956, por Alfredo Stroessner. Pretende-se mostrar como a editora sofreu uma mudança ao deixar de publicar textos sobre a política interna do Paraguai e se centrar na edição de autores que mostravam as “maravilhas” do modo de vida estadunidense, contrapondo-as com as “misérias” do comunismo. Assim, se analisará a importância da editora na readaptação de seu criador morando no “exílio dourado”, após ter sido nomeado embaixador e ter privilegiado sua editora ao serviço de sua militância anticomunista.

Palavras-chave


Editora Guarania; Exílio; Stronismo; Guerra Fria Cultural