Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Tinta, sangue e luta: a imprensa anarquista mexicana na década de 1920
Fábio Silva Sousa

##manager.scheduler.building##: Departamento de Ciência Política/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 118
Data: 2019-05-09 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-04

Resumo


A presente comunicação objetiva realizar um estudo da imprensa anarquista publicada no México, com foco no decênio de 1920. A partir do acesso do Archivo Librado Rivera, tive contato com 16 periódicos anarquistas que circularam no México após a Guerra Civil Revolucionária iniciada em 1910. Ao analisar uma parte desse arquivo, com os pressupostos teórico-metodológicos que trabalham a imprensa como fonte e objeto de pesquisa, e da Análise de Discurso, pretende-se adentrar em um universo ainda inexplorado da História anarquista mexicana. Na década de 1920, o México colocou em prática o seu processo de modernização após a Revolução. O movimento anarquista estava soterrado pelo desmantelamento do Partido Liberal Mexicano (PLM), pela interrupção da publicação do periódico Regeneración e pela prisão de Ricardo Flores Magón. Além, da fundação do Partido Comunista Mexicano (PCM) em 1919. Os periódicos indexados na plataforma Archivo Librado Rivera, como Luz, Horizonte Libertário, El Anticristo, Ni Dios Ni Amo, Redención Obrera, entre outros, apresentam a tese que mesmo debilitado, o movimento anarquista asteca continuou em atividade. Ademas dessa tese, defende-se a concepção que os periódicos constituem Locais de Memórias, que na presente comunicação, abre a possibilidade de investigar outros temas e caminhos acerca da História Anarquista e de Esquerda Mexicana.

Palavras-chave


Imprensa, Revolução, México, Anarquismo, Arquivo, Memória