Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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O Estruturalismo, a Teoria Marxista da Dependência e a Questão Ambiental: Breves Considerações
Gustavo da Costa Meyer

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 21
Data: 2019-05-09 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-03

Resumo


De forma geral, neste artigo nosso objetivo foi o de apresentar e apontar divergências e convergências entre duas relevantes abordagens que analisam a questão ambiental sob o viés da economia capitalista no Brasil, cada qual, buscando, de forma diferenciada, uma relação com o arcabouço teórico proporcionado pela corrente estruturalista/cepalina, com críticas a visão neoclássica da economia a respeito da suposta eficiência do mercado para a promoção de mudanças estruturais necessárias ao processo de desenvolvimento econômico capitalista. Nesse sentido, nossa intenção foi a de explorar tais visões que dão uma importância diferenciada para o construto teórico tanto dos estruturalistas como também e, principalmente, das linhas teóricas críticas a corrente estruturalista, como a Teoria Marxista da Dependência, resgatando a importância de tais correntes teóricas, ocultadas a partir do surgimento da noção de Desenvolvimento Sustentável, no trato da relação entre desenvolvimento e questão ambiental. Assim, com vistas a alcançar tal objetivo, no caminho metodológico deste artigo buscamos explorar de maneira genérica algumas das ideias dos teóricos estruturalistas, principalmente a partir da ótica crítica da Teoria Marxista da Dependência, apresentando alguns dos conceitos, como o de deterioração dos termos de troca e superexploração do trabalho, que foram utilizados posteriormente na tentativa de relação com a questão ambiental. Como resultado geral, pode-se dizer que uma proposta de desenvolvimento que respeitasse os limites ecossistêmicos, na visão dos autores trabalhados, nada mais seria do que retomar, com algumas alterações importantes, parte das contribuições dos estruturalistas, de mudanças na estrutura produtiva e de reformas estruturais. Todavia, como se viu a partir da bibliografia trabalhada, tais propostas esbarram em dificuldades de ordem política, ao não considerar de forma expressiva o conflito capital-trabalho, ignorando, portanto, nesse âmbito, a contribuição dos teóricos marxistas da dependência.

Palavras-chave: Estruturalismo, Teoria Marxista da Dependência, Desenvolvimento Sustentável, Questão Ambiental, Brasil


Palavras-chave


Estruturalismo; Teoria Marxista da Dependência; Desenvolvimento Sustentável; Questão Ambiental; Brasil