Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Praia do Futuro
Ana Carla Pinheiro Freitas

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala de Vídeo
Data: 2019-05-08 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-05-03

Resumo


Partindo do “céu de Suely” e entrando nas águas da “praia do futuro” temos, tanto na partida como na chagada, um cinema sensivelmente impactante! Seja com um olhar psicanalítico, de admiradora do trabalho do diretor Karim Ainouz e do ator Wagner Moura ou como apreciadora do bom cinema, em geral, “praia do futuro” dá muito o que ver, ouvir, sentir, pensar: “porque existem dois tipos de medo (e de coragem); o meu, é de quem finge que nada é perigoso, o seu é de quem sabe que tudo é perigoso nesse mar imenso.”

Transportando essa fala para a praia da psicanálise, lembrei, de imediato, da classificação freudiana dos traços de psiquismo, onde se pode identificar aquele que finge que nada é perigoso e vai tentando driblar o mundo para adequá-lo aos seus desejos e aquele que sabe que tudo é perigoso nesse mar imenso, e tenta também driblar o mundo, colocando o máximo que pode de si em segurança, para poder enfrentar a imensidão do oceano. Que bela metáfora!

A subjetividade, em “praia do futuro”, é uma viagem “mar a dentro” (outro filme maravilhoso!) e “mar a fora”. Essa viagem mostra, também o cruzamento desses dois mares e, assim, um olhar muito esclarecedor acerca da nossa contemporaneidade, do que nos dá medo, nos comove, nos questiona, assim como da forma como respondemos às demandas do mundo atual.



Palavras-chave


Praia do Futuro; Subjetividade; Mar a dentro; Mar a fora; Ser o mundo