Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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A Revolta dos Pinguins no Chile e as ocupações das escolas no Estado de Goias no Brasil
Sérgio Inacio Nascimento, Marcos Jerônimo Dias Júnior

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 16
Data: 2019-05-07 10:30  – 01:00
Última alteração: 2019-06-01

Resumo


O tema deste estudo são as manifestações dos estudantes no Chile e no Brasil como consequência de reordenamentos econômicos e políticas de base neoliberal. Essa pesquisa possui como objeto de investigação essas ações estudantis a partir da seguinte problemática: Quais as causas das ações dos estudantes? O objetivo geral é: O que os estudantes reivindicavam? Como objetivos específicos pretende-se: fazer uma comparação da revolta dos pinguins (assim chamado por causa de seu uniforme) no Chile com a ocupação das escolas por estudantes no Estado de Goiás no Brasil. Identificar quais estratégias de lutas utilizavam? As semelhanças e diferenças entre as políticas neoliberais na educação? Em maio de 2006 a revolta dos pinguins no Chile chamou a atenção. Estudantes secundaristas em grande quantidade se mobilizaram em todo país. Ocuparam escolas, realizaram passeatas, fizeram assembleias e greve. No Chile o modelo educacional possui alunos matriculados na rede pública ou na privada, em ambos, o Estado financia o ensino pagando um voucher. Entretanto, isso não quer dizer gratuidade. Escolas privadas podem cobrar algo a mais. Nos anos de 2015 e 2016 em Goiás, 27 escolas foram ocupadas como forma de protesto e não aceitação da transferência de algumas escolas da cidade de Goiânia e região de Anápolis para serem administradas por uma Organização Social (OS). Desenvolve-se uma investigação de cunho qualitativo com referência na metodologia bibliográfica articulada a análise documental, pautado nos fundamentos dos procedimentos investigativos do materialismo-dialético. Utilizamos como ferramentas metodológicas a análise de conteúdo e a descritiva-analítica. Percebeu-se que as manifestações estudantis no Brasil e Chile tiveram aproximações e distanciamentos, o eixo norteador é a avalanche neoliberal e conservadora pautado pela mercantilização da educação pública. Em ambos países houve reordenamentos educacionais e formas educativas de luta e resistência foram criadas que possibilitaram perspectivas de educação pública democrática para todos.


Palavras-chave


Educação; Movimentos sociais; Conflito; Neoliberalismo; Luta