Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Cien Años de Soledad e a virada histórica dos anos 1960
Gabriel Cordeiro dos Santos Lima

##manager.scheduler.building##: Prédio da Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 102
Data: 2019-05-10 09:00  – 01:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


Cien Años de Soledad (1967) é, certamente, um dos livros mais lidos e comentados na história da literatura de língua espanhola. Já nos anos 60, o romance de Gabriel García Márquez se tornou a primeira obra de ficção latino-americana a alcançar a marca de 100.000 exemplares publicados anualmente. A partir de 1982, então, com a conquista do Prêmio Nobel de Literatura pelo autor, sua projeção global se tornou ainda maior. Atualmente, no campo acadêmico, um dos principais motivos para a continuidade dessa proeminência parece ser a significativa e crescente legitimidade dos estudos pós-coloniais e da chamada world literature nas principais universidades do planeta. Mas se, por um lado, é evidente que o interesse mundial pela obra segue intenso, por outro lado, a narrativa de García Márquez parece ainda mal situada em meio ao quadro literário das décadas de 50 e 60 ao qual pertence. Como Cien Años (...) se localiza em relação ao panorama em questão, sem dúvida um dos mais significativos no que se refere à prosa latino-americana do século XX? Como sua forma dialoga com as propostas de outros escritores relevantes nesse âmbito?

Responder tais perguntas é o objetivo principal da presente comunicação. Para tal, sugerir-se-á que a obra de García Márquez constitui uma virada da literatura latino-americana em direção à lógica cultural do pós-modernismo, por meio da estética do Realismo Mágico, que possibilitará tanto o enorme sucesso de García Márquez quanto o fenômeno que virá a ser chamado de boom.


Palavras-chave


Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão, Realismo Mágico, Boom, Pós-Modernismo