Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Nacionalismos conservadores na América do Sul e o avanço das políticas neoliberais
Roberto Rondon

##manager.scheduler.building##: Departamento de Ciência Política/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 118
Data: 2019-05-10 09:00  – 01:00
Última alteração: 2019-05-04

Resumo


Nos últimos anos temos assistido em vários países da América do Sul, o renascimento de movimentos auto intitulados nacionalistas que adotam as cores e os símbolos nacionais em manifestações políticas, geralmente contrárias as pautas dos governos de centro-esquerda que predominaram na região nas duas primeiras décadas do século XXI. As bandeiras verde amarela no Brasil, os “panuelos” azul e branco das manifestações “antiaborto” na Argentina são exemplos desse fenômeno que tem levado à derrocada das forças progressistas em nosso continente. Partindo dos conceitos de “nacionalismo oligárquico” e “nacionalismo revolucionário”, do argentino Jorge Splimbergo e das análises de seus conterrâneos Manuel Ugarte e Juan José Arregui, buscamos nesse estudo analisar esse fenômeno recorrente em nossa história, qual seja, da apropriação dos símbolos nacionais por parte das oligarquias latinoamericanas como forma de sua perpetuação no poder, aprofundamento do processo de balcanização da América hispânica. Com a hegemonia desses discursos, acelera-se o desmonte das políticas públicas de inclusão social, o esvaziamento das alianças nos organismos como a UNASUL e o MERCOSUL e o avanço das medidas  neoliberais de internacionalização dos capitais nacionais. O que verificamos é que, contraditoriamente aos discursos de defesa das pátrias locais, o que se implementa é a submissão aos interesses do Império estadunidense.


Palavras-chave


América do Sul, Nacionalismos, Neoliberalismo, Teoria Política, Sociologia