Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Populismo e demofobia: uma investigação sobre o lugar do povo na teoria social brasileira e argentina.
Rafael Rezende

##manager.scheduler.building##: Departamento de História/FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 19
Data: 2019-05-09 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-03

Resumo


Desde os primórdios das ciências sociais, do liberalismo ao marxismo, a produção das mais variadas abordagens teóricas geralmente foram permeadas por algum grau de demofobia, isto é, de medo das massas. No Brasil e na Argentina, tal fenômeno pode ser verificado, entre outras opções, nas primeiras teorias sobre o conceito de populismo. Não por acaso, rapidamente a palavra “populismo” tornou-se uma categoria nativa cujo conteúdo está carregado de significantes depreciativos. Sendo assim, o objetivo deste artigo é produzir um crítica às abordagens tradicionais sobre o populismo a partir da teoria de Ernesto Laclau e da proposta, por ele engendrada, de pensar o populismo enquanto lógica política. Para tal, analisamos o desenvolvimento da referida categoria analítica no Brasil e na Argentina, desde Gino Germani, até Ernesto Laclau, passando por Francisco Weffort. Argumentamos que boa parte daqueles que se debruçaram sobre o tema o fizeram de maneira demofóbica, sendo Laclau uma notável exceção. Por fim, apontamos como é possível pensar a constituição política do povo nas democracias de massas a partir de exemplos concretos, como o populismo de esquerda dos Kirchner e de Lula, assim como o populismo de direita de Jair Bolsonaro.



Palavras-chave


Populismo; Povo; Demofobia;