Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

Tamanho da fonte: 
Duas gerações. Dois olhares. Arte e política de Eugenio Dittborn e Gabriel Orozco
Cristina Susigan

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 102
Data: 2019-05-07 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


A arte não pode ser pensada apenas como objeto de fruição estética sem considerar seu poder e influência para toda a sociedade. A arte é considerada um meio e percurso para debater questões importantes e incômodas. A política não poderia estar fora. Arte e Política. Política e Arte. Ambas caminham paralelamente, por vezes hora servindo de denúncia à determinada situação ou contexto social, e em outros momentos sendo o próprio instrumento de crítica e denúncia. No campo das artes plásticas permeia esse ideal de ruptura e transgressão, tanto estética quanto comportamental. Recordemos Eugène Delacroix (1798 – 1863), com a sua famosa obra A Liberdade Guiando o Povo (c. 1830). É preciso criticar e buscar novos modos de produção artística e de ocupação dos circuitos de exposição das obras. Dentre inúmeros diálogos presentes em diversas produções artísticas, culturais e pedagógicas que se manifestam no território cultural do continente latino-americano, esta comunicação tem o intuito de apresentar e analisar a obra de Eugenio Dittborn (1943-), artista chileno que se notabilizou pelas suas pinturas postais, em diálogo com o trabalho de Gabriel Orozco, (1962 -), artista mexicano com suas obras em constante mutação e suas conotações com arte política. Partindo do pressuposto teórico de Jacques Rancière em A Partilha do Sesível, faremos a relação entre os artistas selecionados para este estudo, no intuito de demonstrar que por métodos artísticos diferentes, o carácter de denúncia está presente nas obras analisadas. A arte enquanto instrumento de transformação se faz presente em nosso cotidiano de diferentes formas, desvelando a cultura vigente de sua época e ampliando o repertório de manifestações e contestações, seja de setores marginalizados de uma sociedade, seja da população contra arbitrariedades do contexto social em que estão inseridos. A arte transforma e possibilita a resistência.


Palavras-chave


Arte; Política; Eugenio Dittborn; Gabriel Orozco; Resistência