Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Inspirações intelectuais de dois movimentos negros: Coletivo Negro da UFF (Brasil) e Agrupación Xangô (Argentina)
Luciana Fernanda Silva

##manager.scheduler.building##: Departamento de Geografia da FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 10
Data: 2019-05-07 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-02

Resumo


O objetivo deste trabalho se divide em dois eixos: o primeiro é traçar um histórico da criação, atividades e transformações promovidas pelo Coletivo Negro Universitário Iolanda de Oliveira, na Universidade Federal Fluminense (CENUFF), Niterói, RJ, e também da Agrupación Xango, em Buenos Aires, Argentina; segundo é fazer uma reflexão teórica sobre essas trajetórias, observando quais são as principais ideias e intelectuais fundaram os pensamentos e ações dos dois grupos.

Desde que foi criado, o CENUFF se mantém como uma organização autônoma de ativismo político negro, antirracista e antipatriarcal, com intuito de provocar a alteração da estrutura universitária para a equidade racial, além de fornecer instrumentos a outros alunos negros aperfeiçoarem sua passagem pela academia. É formado somente por negros, tendo como aliados outros grupos independentes e alguns professores e técnicos, independente do pertencimento racial.

A Agrupación Xagô é um movimento afro-argentino que luta pela equidade racial e pela justiça social. Defendem que, ainda que lentamente, a Argentina vem consolidando um processo de transformação nacional que impacta a população afro. Atua em esfera nacional, com membros espalhados em conselhos diversos, além de promover outras atividades.

Nossa intenção nessa comparação foi, através de entrevistas semiestruturadas com membros do grupo e de fora, traçarmos uma cronologia dos principais acontecimentos em que estiveram envolvidos. Além disso, durante as perguntas, fazer aparecer os principais autores e acontecimentos históricos que os inspiraram, servindo de instrumentos para as articulações necessárias com a instituição pelos direitos dos povos afro-brasileiros e afro-argentinos.

Ideias como “favela é quilombo” (Beatriz Nascimento), “quilombismo” (Abdias do Nascimento), “encruzilhada” (Alex Ratts), “afrocentricidade” (Molefi Asante), “contra-colonização (Antônio Bispo), “Améfrica Ladina” (Lélia Gonzales), “antirracismo” (Ângela Davis), “lugar de fala” (Djamila Ribeiro), surgem das vozes dos ativisitas como inspiração teórica concretizada na prática cotidiana da luta pela justiça social e igualdade.

 

 


Palavras-chave


Movimentos Negros; Ativismo antirracista; Diáspora; Brasil; Argentina.