Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

Tamanho da fonte: 
Das políticas públicas ao microurbanismo: a experiência do jogo oásis nas periferias de Medellín
Gabrielle Astier, Lucas Rezende

##manager.scheduler.building##: Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 263
Data: 2019-05-07 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


Famosa por ter criado políticas sociais e de intervenções nos espaços urbanos, sobretudo nas periferias da cidade, como forma de reverter o estigma da população por conta de sua história marcada pela violência, Medellín possuí uma forte história de luta e resistência. Suas periferias urbanas, ainda que intervindas pelo processo de urbanização, manifestam grupos insurgentes que intervém e se apropriam de diversas formas do espaço como uma maneira de reivindicar o direito à cidade. São elas manifestações artísticas, como grafites, intervenções culturais, exposição de fotografias, entre outras, como também outros usos indesejáveis, como o consumo e venda de drogas etc. Acredita-se que os espaços públicos, quando intervindos de “cima para baixo” abrem espaço para que sejam apropriados de qualquer forma, sobretudo quando a população não se sente incluída no processo de intervenção. Esse artigo tem como objetivo apresentar os resultados parciais do processo de estágio de doutorado sanduíche, financiado pela CAPES, no qual tem como proposta: inspirar e motivar intervenções em espaços públicos - subutilizados, degradados ou sem vitalidade-, na comuna 2, na periferia de Medellín, (local que sofreu intervenção com a vinda do Metrocable), através de um processo desafiador chamado Jogo Oásis, criado pelo Instituto Elos Brasil, que se apropria de diferentes metodologias participativas, microurbanismo e urbanismo tático para uma mudança no olhar, a si e o mundo, a criação de laços afetivos que promovem a transformação e apropriação dos espaços públicos. Um dos desafios do jogo é: como, em um tempo restrito (2 semanas), conseguir sensibilizar e mobilizar as pessoas moradoras do bairro para que (re)conheçam as belezas do seu território, se conectem afetivamente e descubram o sonho coletivo para aquele espaço, tendo o cuidado para criar projetos alcançáveis, e conseguir realizar em dois dias algo que surja durante o processo como um sonho coletivo.



Palavras-chave


Intervenção e apropriação do espaço público; Jogo oásis; Periferias urbanas; Metodologias participativas