Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Um trauma em imagens: o caso AMIA
Annateresa Fabris

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 102
Data: 2019-05-08 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


Em 18 de julho de 1994, um ataque terrorista destruiu a sede da AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina), situada em Buenos Aires na Rua Pasteur, 633. Desde então, diversos artistas têm dedicado obras ao traumático episódio, que teve um saldo de 85 mortos e 300 feridos. Dentre elas, podem ser lembradas a colagem Atentado à AMIA (foto Tony Valdez) + Nunca mais (1995), de León Ferrari; o filme 18-J (2004), realização coletiva de dez cineastas; a série fotográfica A ausencia (2007), de Santiago Porter; a fotonovela Once@9:53am (2011), de Ilan Stavans e Marcelo Brosdky; a intervenção urbana Pedras da AMIA (2014), de Brodsky; e o Muro da memória (2018), do grafiteiro Martín Ernesto Ron. Todas essas realizações trazem a marca de uma ferida aberta, de um trauma não superado, levando a indagar os modos pelos quais a arte pode fornecer instrumentos simbólicos para a elaboração de um processo de luto que parece não ter fim.

A comunicação tem como objetivo analisar as diferentes modalidades de construção da memória de um evento que, até hoje, é muito controvertido, e de que maneira o processo de luto é elaborado em termos individuais e sociais.


Palavras-chave


política; arte; memória; luto; imagem