Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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“Documentos de cultura, documentos de barbárie”: viajantes alemães na Amazônia do século XIX
Patrícia da Silva Santos, Cintia Nayara Ribeiro, Luciana Fernandes Barros

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 134
Data: 2019-05-09 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-04-25

Resumo


Os viajantes produzem um tipo específico de literatura que documenta tanto a natureza, a cultura e as pessoas que vivem em povos muitas vezes considerados “exóticos” como testemunha, embora nem sempre conscientemente, as tensões, julgamentos, assimetrias e estranhamentos que são próprios dos encontros culturais. Essa proposta pretende apresentar uma discussão em torno de documentos literários legados por viajantes alemães do século XIX que estiveram na Amazônia, utilizando como principais referenciais teóricos a afirmação de Walter Benjamin de que não existe documento de cultura que não seja, simultaneamente, documento de barbárie e as discussões de Edward Said a respeito das conexões entre imperialismo e cultura. A comunicação deve explorar tanto os interesses políticos e econômicos relacionados à exploração do território amazônico como os conteúdos dos documentos produzidos, buscando avaliar elementos de valor histórico-literário, aspectos etnocêntricos no contato com as populações indígenas e outros traços que apontem para conexões entre cultura e barbárie. Serão analisados os trabalhos legados por três viajantes: Georg Heinrich Freiherr von Langsdorff, que esteve na Amazônia brasileira durante os anos 1825 e 1829 em uma expedição financiada pelo governo russo; Robert Avé-Lallemant, que viajou pela Amazônia durante o ano de 1859; Eduard Friedrich Pöppig, que esteve na Amazônia peruana e brasileira entre 1831 e 1832.

 


Palavras-chave


Amazônia; relatos de viajantes, cultura, imperialismo, barbárie