Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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A Teoria da Dependência: Um estudo da vertente Weberiana e da vertente Marxista
Diana Chaukat Chaib, Vicente Alves Toledo

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 130
Data: 2019-05-08 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-05-04

Resumo


Falar da Teoria da Dependência não é uma tarefa simples. O fenômeno da dependência, em seu sentido lato, está arraigado em aspectos históricos, econômicos, geopolíticos e sociais. As discussões dos anos 1960 sobre desenvolvimento e subdesenvolvimento giravam em torno da influência da participação do capital estrangeiro na economia dos países periféricos. Dessa forma, a Teoria da Dependência surgiu como um meio de engendrar a crítica a ideia convencional de que o subdesenvolvimento representa intrinsecamente a ausência do desenvolvimento (AMARAL, 2012). Essa corrente se propunha a tentar compreender a reprodução do sistema capitalista de produção nos países periféricos como um sistema que criava e ampliava as desigualdades entre países, de forma que certas economias estavam condicionadas pelo desenvolvimento de outras (DUARTE, 2007). Isso posto, este estudo tem como objetivo analisar a Teoria da Dependência em suas duas principais vertentes: a vertente weberiana, que tem como principais expoentes Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto, e a vertente marxista, representada, sobretudo, por Rui Mauro Marini. Inserida dentro do espaço mais geral da Teoria da Dependência, a versão de Cardoso e Faletto aparece como uma crítica às teorias do desenvolvimento antes evidenciadas. Por outro lado, na interpretação de Rui Mauro Marini a dependência deve ser vista como um conceito que exprime uma relação de subordinação entre nações formalmente independentes, em um cenário no qual as relações de produção se modificam para assegurar a reprodução da dependência.

Palavras-chave


Teoria da Dependência, capital, Marx, periferia, subdesenvolvimento.