Conferências FFLCH - USP, I Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

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Educação, cultura política e memória social: a resistência aos terrorismos de Estado ontem e hoje em países da América Latina
Fernando Bomfim Mariana, Sandra Regina Guiotti

##manager.scheduler.building##: Prédio da Letras/ FFLCH - USP
##manager.scheduler.room##: Sala 103
Data: 2019-05-09 02:00  – 05:00
Última alteração: 2019-04-26

Resumo


Os terrorismos de Estado não são imperativos exclusivos dos sistemas políticos ditatoriais: se reconfiguram nos regimes democráticos, e exigem dos movimentos sociais novas dinâmicas de resistência e superação. Como a educação, a cultura política e a memória social podem colaborar para a regulação do poder político e para evitar retrocessos nos processos de conquistas de direitos humanos na América Latina? O presente trabalho objetiva refletir sobre tais questões, a partir de pesquisas desenvolvidas no âmbito do Grupo de Pesquisa “Poder Político, Educação, Lutas Sociais”, sediado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo entre os anos de 2014 a 2018. Para isso, abordaremos algumas iniciativas latino-americanas através de análises de produções científicas compiladas em Centros de Documentação, Bibliotecas, Relatórios Técnicos e outros acervos documentais variados do Instituto Interamericano de Direitos Humanos, Espacio Memoria y Derechos Humanos (Argentina), Institución Nacional de Derechos Humanos y Defensoría del Pueblo – INDDHH (Uruguai), Centro de Referência Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional (Brasil), e demais organizações da sociedade civil. As interpretações circundam referenciais teóricos amplos e coerentes entre si (G. AGAMBEN; BAUMAN, Z.; BERNARDO, J.; CLASTRES, P.; GALLO, S.; GUIBERNAU, M; KOLTAI, C.; e outros) possibilitando alargar os horizontes teóricos da pesquisa. Dentre as conclusões preliminares, destacamos apontamentos acerca das conivências históricas entre os sistemas judiciários com as violações dos direitos humanos em contextos de terrorismo de Estado, dos ordenamentos econômicos do mundo do trabalho capitalista se configurando como pilares de expressão do terror em nosso cotidiano e, finalmente, do papel da educação, da cultura política e da memória social enquanto janelas abertas para formas de resistência e de possibilidades para uma condição humana emancipada.


Palavras-chave


Educação; Cultura; Memória; Terrorismo de Estado; Resistência